A Estatua Mágica

Joe era um menino de 14 anos como qualquer outro. Espinhas, cabelo grande e um pouco de rebeldia, mostravam que ele não estava na adolescência, e sim na “aborrecência”, como muitos dizem. Ele não gostava de estudar, ler, ou qualquer outra coisa que fosse ligada a escola. Joe gostava apenas de esportes e eletrônicos, como videogames, celular, TV…

Um dia, ele estava na escola, quando um professor fez a seguinte pergunta:

-Quem gostaria de ir para Tókio conhecer a cidade mais tecnológica do mundo? Preciso de cinco alunos.

Todos queriam ir, mas apenas cinco podiam.

-Já sei!-exclamou o professor- Vocês vão fazer um texto sobre a própria vida, uma autobiografia. Irão os escritores das cinco mais detalhadas histórias – decidiu – Este será o tema da turma para amanhã.

Joe não gostou, mas fez sua autobiografia. Ao chegar à aula, entregou sua história como todos os outros. O professor as leu e escolheu os alunos:

-Bem, irão: Susana, Joaquim, Maria, Joana e… Carlos!

Joe ficou decepcionado, pois esse foi o trabalho a que ele mais tinha se dedicado.

Um dia, antes da viagem, Maria disse ao professor que não poderia ir, porque era aniversário de uma prima muito próxima. Ele então escolheu o sexto melhor trabalho. Adivinhe de quem era? De Joe. Após receber esta notícia, ficou muito feliz, dando uma festa.

O vôo deles partia de Porto Alegre, fazia escala em Manaus e conexão no Panamá e em Xangai, até chegarem a Tókio. No aeroporto do Panamá, tinha uma estátua muito bonita. Joe pediu para Carlos tirar uma foto sua debruçado nela. Quando ele tocou a estatua… PUM!!! Desapareceu e foi parar no meio do exercito de Napoleão Bonaparte! Por pura sorte, ele sabia falar francês e fingiu ser nativo da França e fã do comandante.

Após muito conversar, descobriu que era descendente dele. Ficou feliz… E triste. Feliz por saber que um membro muito importante da história mundial era seu antepassado, e triste por estar muito longe de casa, da família e dos amigos. Ele estava pensando como iria voltar.

Joe não sabia de uma única coisa. Aquela estátua que ele havia se debruçado, já existia na época que ele estava.

Certo dia, estava andando com o exército de Napoleão, quando se deparou novamente com aquela estátua linda. Joe começou a correr para tocá-la e voltar para sua época. Quando estava quase tocando… Pedro, um homem da tropa, o puxou e desafiou o adolescente para uma luta.

Joe começou a lutar, mas viu que não teria chances. Pedro iria lhe acertar um soco certeiro se o garoto não tivesse tocado a estátua primeiro e voltado para sua época.

Ao chegar, por sorte encontrou seus colegas, mas na viagem de volta. Joe deu um abraço bem apertado em todos, porque estava com muita saudade de 2015 e das pessoas desta época, mas Joe voltou diferente, pois se deu conta de que o estudo é muito importante, porque se ele não soubesse falar francês, não teria ter conseguido se comunicar. Também passou a ter muito interesse por história, pois a vivenciou, começou a estudar mais porque percebeu que o estudo pode mudar sua vida, mas continuava um “aborrecênte” com espinhas.

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